Oi, pessoal!!
* Vi Gattaca e achei muito interessante para nós, que lidamos com educação. Vivemos uma época em que a diversidade começa a ser levada em consideração, com a LDB da Educação de 1996. A filosofia escolar começa a ver todas as possibilidades que podem ser melhoradas com pessoas diferentes convivendo e aprendendo em um mesmo espaço, de jeitos e tempos diferentes. É uma educação que começa a prestar atenção no aluno como um todo, com quatro instâncias (no mínimo) que contribuem para sua aprendizagem: o ORGANISMO (citado exaustivamente no filme), o CORPO (subjetivzado), a INTELIGÊNCIA (também valorizado no filme, com os testes quantitativos de Q.I.) e o DESEJO (manifestado no personagem in-válido). Devemos levar em conta tudo isso quando pensarmos em educação, esquecermos os rótulos de "hiperativo", "disléxico", "altas habilidades (superdotado)" e etc. e pensar como um estudante, uma pessoa capaz de aprender como qualquer outra, talvez de jeitos diferentes e em um tempo diferenciado. ótimo filme para ser trabalhado.
* Para quem tem acesso à Donna ZH, da Zero Hora, ou tiver interesse em entrar no site, no jornal de hoje a Martha Medeiros escreveu uma crônica muito boa sobre o computador. O texto intitula-se "Reféns".
* Para quem tem acesso à revista Superinteressante, a edição de Fevereiro, se não me engano, tem uma matéria sobre a história dos blogs.
domingo, 18 de março de 2007
sábado, 17 de março de 2007
Resenha: "A revolução do texto eletrônico"

Chamou-me atenção no texto o histórico discorrido sobre a escrita e a leitura: as primeiras formas de expressão escrita, as relações entre a escrita fonológica e representativa até o marco da criação do alfabeto. Ele vem como uma redução dos outros tipos lingüísticos, que eram ao mesmo tempo imagens, sinais fonéticos e elementos de classificação lógica, para se reduzir a um veículo de sons. Essa relação entre imagens e letras, pensada rapidamente, pode parecer antagônica quando, na realidade, é complementar, se notarmos que só entendemos as palavras por sabermos as formas específicas dos signos.
Outra abordagem interessante é o fato de um livro continuar o sendo, mesmo não sendo físico, mas estando em uma tela. É a idéia de Mcluhan de que cada tecnologia criada é como um prolongamento do corpo humano tornando-se viável. Chartier cita três aspectos dessa forma de reprodução, inscrição e recepção de textos. O primeiro é que o texto pode ser modificado por outros, sucumbido às decisões do leitor. Isso pode auxiliar na compreensão e nas conexões com outras experiências feitas pelo leitor, como também pode perder-se o verdadeiro autor, a verdadeira fonte e a verdadeira interpretação da produção. O segundo ponto é a simultaneidade na leitura e na transmissão da identidade. Podemos saber no mesmo minuto em que as últimas pesquisas são divulgadas, enquanto se esperássemos pela publicação dos resultados em um livro, teríamos a mesma informação com dois anos de atraso. A última observação do autor é a possibilidade de uma biblioteca universal, seguindo na contemporaneidade a máxima do filósofo da Idade Média Comenius, em “Didáctica Magna”: ensinar tudo a todos. Para isso, é necessária uma democratização da tecnologia e, mais ainda, uma educação digna para que todos experenciem desses múltiplos conhecimentos expostos na rede.
Na realidade, o tema até então não foi discutido imparcialmente, pois cada autor segue suas ideologias e convicções para convencer o leitor se o uso do computador altera ou não na redação de textos e na forma de pensar. Vemos uma nova linguagem sendo construída no meio eletrônico, mais fonológica, pictórica, reduzida. Vemos um novo conjunto de regras da etiqueta social ser criado, como o uso de letra maiúscula significar que o autor está gritando, por exemplo. Esses fatores não podem ser ignorados pelos educadores, nem rechaçados, pois podem servir como ótimo instrumento de conscientização fonológica da escrita culta, além de observatório para a importância dos sinais de pontuação na denotação de intenção e, conseqüentemente, de entonação na leitura.
Creio que a tecnologia não substituirá o bom e velho livro. Pode ser saudosismo meu, mas, para mim, nada substitui o cheiro do livro, as dedicatórias, os autógrafos, a textura do papel. A forma contribui para o sentido, como disse o autor, e consigo criar mais relações quando tenho o texto em minhas mãos, impresso, preferencialmente acompanhado por um lápis para sublinhar e anotar comentários. Posso estar tentando domesticar a inovação por meio do que conheço, mas não sou radical: procuro me acostumar e até interagir com essa nova dinâmica, afinal, somos rodeados de tecnologia.
Você concorda comigo? Ou acredita que, algum dia, o mundo escrito seja majoritariamente virtual?
segunda-feira, 12 de março de 2007
Primeiro Blog
Esse é o primeiro blog em que escrevo sozinha.
Nunca tive interesse na proposta, ou, pelo menos, na utilização dada pelas pessoas que utilizam essa ferramenta: contar suas vidas em diários virtuais.
Isso não significa que nunca tenha lido blogs: pelo contrário! Penso que é uma ferramenta maravilhosa, principalmente para sanar distâncias. Muitos amigos e familiares estão longe, em outros países, e me sinto mais próxima deles ao ler seus blogs, ver suas fotos postadas e os comentários de outras pessoas tão saudosas quanto eu.
Agora, sigo essa nova via on line para tentar compreender conteúdos discutidos na disciplina da UFRGS Computador na Educação.
Espero conseguir me "virar" por aqui...
Nunca tive interesse na proposta, ou, pelo menos, na utilização dada pelas pessoas que utilizam essa ferramenta: contar suas vidas em diários virtuais.
Isso não significa que nunca tenha lido blogs: pelo contrário! Penso que é uma ferramenta maravilhosa, principalmente para sanar distâncias. Muitos amigos e familiares estão longe, em outros países, e me sinto mais próxima deles ao ler seus blogs, ver suas fotos postadas e os comentários de outras pessoas tão saudosas quanto eu.
Agora, sigo essa nova via on line para tentar compreender conteúdos discutidos na disciplina da UFRGS Computador na Educação.
Espero conseguir me "virar" por aqui...
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