
Com o aporte de teóricos como Mourin e Yves de la Taille, Marcos Silva apóia seu texto em conceitos de interação, interatividade baseados na comunicatividade, e os papéis do professor para que elas de fato ocorram. Interação é um termo mais genérico, enquanto interatividade foca-se, segundo o autor, na “lógica da comunicação, para o novo espectador, e sobretudo para a disposição ao mais comunicacional ao progresso e para o desafio de educar em nosso tempo”. Ele vê esse professor como autor, provocando e disponibilizando a rede de interações. Atenta sobre um erro pedagógico: a mudança de pólo, do professor para o aluno no centro do processo. Essa dicotomia simplificada não condiz com a postura de um professor que preza pela interatividade.
São descritos dois tipos de Pedagogia Interativa. A primeira é baseada no construtivismo e interacionismo de Piaget, Vygotsky e Wallon, enquanto na outra Racle propõe “chaves de uma pedagogia interativa”, em que o professor possa ler os sinais do seu meio para propor novas ações nos planos: racional, artístico, emocional e rítmico, considerando as diferenças individuais em sala de aula. No texto de Laura Ribeiro, o professor é alertado a fazer um “recuo reflexivo”, pensando sobre suas práticas e sobre melhores interações na sala de aula. Um professor- pesquisador, que leve em conta as expressões verbais e não-verbais, os papéis sociais que interferem nas relações, o clima socioemocional da sala, o papel de autoridade do professor, além do já citado papel de pesquisador.
Marcos Silva mostra que esses autores não valorizam devidamente o papel da comunicação. O professor deve estar atento às respostas autônomas, criativas, imprevisíveis dos alunos, assim como em suas intervenções autônomas e criativas, para formar conexões no tratamento dos conteúdos de aprendizagem, de significação para o aluno. Esses conteúdos serão melhor construídos com esse diálogo coletivo livre e plural.Ele cita o parangolé, dizendo que com ele se aprende nas dimensões tecnológica, mercadológica e social, as lógicas da comunicação atual.
O professor, mais do que nunca, para conseguir criar relações de interatividade a efetiva aprendizagem, necessita transitar por papéis/ locais/ conhecimentos multifacetados. Deve procurar utilizar a arte, a expressão corporal, a linguagem, a pesquisa, a intuição, a criatividade em prol de uma aprendizagem lúdica, prazerosa e recorrente.
DE QUE FORMAS A ARTE DIGITAL PODE AUXILIÁ-LO NESSA EMPREITADA?