
No texto, a autora explica quais são os dinamizadores da inteligência coletiva. Ela os separa em cinco tópicos: responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber; transforma grupos heterogêneos em comunidades inteligentes, autônomas e felizes; integra as múltiplas competências dos estudantes; convida ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas; promove a comunicação interpessoal por meio da pluralidade de linguagens, levando o prazer do conhecimento para além da sala de aula.
Ela trabalha com a perspectiva da computação como meio de ampliação das capacidades mentais, não como “cérebro eletrônico”. Fala que os softwares devem servir para desenvolver competências e criar autoria de ação e pensamento, não apenas automatizar conteúdos.
É importante refletir sobre o paradoxo trazido pelas tecnologias:o educando parece dominar melhor esses instrumentos simbólicos de poder do que o educador. O professor não consegue acompanhar com propriedade todas as informações que podem ser obtidas pelos estudantes através da tecnologia e, se não propões parcerias para que a aprendizagem seja conjunta, dificilmente consegue atingir os objetivos na sala de aula.
O texto me fez pensar claramente na Escola da Ponte em Portugal. Lá, professores e alunos são companheiros de estudos. Os alunos, auxiliados por docentes, escolhem sua linha de pesquisa, independente da idade e juntos, desenvolvem seus projetos. Como diz Andréa Ramal: “E a competição virou uma cooperação.”, pois eles trocam idéias, informações, experiências, dúvidas, aprendendo com o máximo de produtividade, diversidade, autoria e prazer não só os conteúdos, mas o manejo que é preciso ter na vida fora do estabelecimento de ensino. Nessa escola, a divisão não é por séries, idades, mas por interesses, um ajudando o outro a crescer globalmente.
De que maneiras essas estratégias podem ser usadas pelos professores, considerando que a maioria das escolas brasileiras segue uma pedagogia tradicional?
